Mulheres em Feira de Santana: filiação, cotas e o desafio da representatividade.
- vivaelas

- há 5 dias
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As mulheres são 52% do eleitorado brasileiro, mas apenas cerca de 33% das candidaturas e menos de 20% das eleitas. A lei de cotas de gênero obriga partidos a registrar 30% de candidaturas femininas, mas não garante apoio financeiro ou visibilidade.
Nos últimos anos, os convites à filiação partidária se tornaram cada vez mais frequentes nos meios de comunicação. Muitas mulheres atenderam ao chamado e se registraram. O problema é que, após o cadastro, não há acolhimento institucional: em diversos casos, filiadas sequer recebem uma mensagem de boas-vindas ou qualquer integração às atividades partidárias. Esse comportamento revela que a preocupação dos partidos está em cumprir a cota numérica, não em valorizar a presença feminina como força política real.
Em Feira de Santana, a realidade confirma esse cenário. A Câmara Municipal tem 21 vereadores, apenas 2 mulheres. Nas eleições para deputados estaduais e federais, o número de candidaturas femininas é bem inferior ao de homens. Muitas mulheres aparecem nas chapas apenas para cumprir a cota de 30%, sem apoio real. Além disso, lideranças locais e eleitoras não priorizam candidatas mulheres, reforçando o protagonismo masculino.
O desafio da representatividade feminina não pode mais ser tratado apenas como cumprimento de cotas ou convites à filiação. É preciso que lideranças locais assumam o compromisso de transformar números em protagonismo, garantindo que mulheres tenham acesso a recursos, visibilidade e apoio real. A cidade, que se orgulha de sua força econômica e cultural, não pode seguir com apenas duas cadeiras femininas em um universo de 21 vereadores e com candidaturas femininas limitadas a compor chapas. Dar voz e espaço às mulheres é fortalecer a democracia e ampliar a pluralidade das decisões que moldam o futuro de Feira de Santana.
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